Foi Notícia | Ainda sobre o caso da menina Maisla

| quinta-feira, 14 de maio de 2009
Estou acompanhando o caso sobre o assassinato da menina Maisla.
E a cada segundo estou mais chocado com o que leio.


Crueldade na morte de criança foi maior do que se pensava


A crueldade no assassinato da criança cujas partes do corpo foram encontradas na manhã desta quarta-feira (13) foi pior do que se pensava. 

Antes de esquartejar a menina, o criminoso desferiu 31 golpes de facas no tórax dela, concentrados no lado direito. Apesar de não estar confirmado oficialmente, as partes do corpo encontradas em um terreno baldio na rua Dona Izabel de Brito Lima, em Igapó, devem mesmo ser de Maisla Mariana dos Santos, de 11 anos.

A estudante estava desaparecida desde meio-dia desta terça-feira (12), quando foi vista pela última vez carregando sua bicicleta. 

Como o corpo foi encontrado próximo ao local onde Maisla desapareceu, a família desconfiou que seria ela. Na tarde desta quarta-feira (13), a mãe dela, Marisa Mariana, foi até o Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) e identificou as roupas da filha.

O reconhecimento teve que ser feito por meio de fotografias. Tendo em vista o estado emocional da mãe, os peritos do Itep temiam que ela não suportasse ir até o necrotério para identificar as roupas, um short e uma blusa encontrados no terreno baldio. 

Bastante abalada, Marisa não conversou com a imprensa.

O médico legista Carlos Jatobá, que realizou a necropsia nas partes do corpo, explicou que, mesmo com o reconhecimento das roupas, não se pode afirmar que é Maisla. 

“Nós só realizamos identificação através das digitais ou da arcada dentária. Como os membros superiores e a cabeça ainda não foram encontrados, por enquanto não afirmamos nada”.

De acordo com Jatobá, uma das hipóteses de reconhecimento é por meio de exame de DNA. “Este é o último recurso. Nós só vamos solicitar caso as outras partes não sejam encontradas”, disse. 

O médico legista frisou ainda que apenas com o tórax e parte de uma perna considera-se que o exame necroscópico foi preliminar.


Mesmo impossibilitado de apresentar as causas da morte da menina e determinar as condições do crime, o médico legista informou que se tratou de um homicídio frio e extremamente cruel. 

“Trabalho como legista há seis anos e já fiz muitos laudos aqui, mas, como este, vi apenas em livros”.

Carlos Jatobá (foto) afirmou que o responsável pelo crime se utilizou de uma faca para matar e esquartejar a criança. 

“Nós contamos 31 marcas feitas por objeto pérfuro-cortante, no caso uma faca. Além disso, o criminoso também usou uma faca para separar os membros da vítima”.

Segundo o médico, as marcas de cutiladas estão concentradas na parte direita do tórax. “A parte do tronco que foi encontrada é das costelas à região do pescoço. Com isso, também não podemos estabelecer se houve algum tipo de violência sexual”. 

Carlos Jatobá frisou que vai aguardar as investigação da polícia e que as outras partes do corpo sejam encontradas para conclusão do laudo.

Apesar disso, ele confirmou que, pelo tamanho do corpo, trata-se de uma “pré-adolescente”. "Nós também observamos que se trata de uma mulher pela mamas". 

Caso os demais membros não sejam encontrados nos próximos dias, o médico irá recolher amostras de sangue da menina e enviá-las a Salvador (BA) para análise de DNA. O resultado demora entre 30 e 60 dias.



Investigadores voluntários


Ainda na tarde desta quarta-feira, um fato curioso foi registrado na rua Dona Izabel de Brito Lima, em Igapó, onde o corpo foi encontrado. 

Dezenas de pessoas foram até o local e vasculharam dois terrenos baldios em busca dos restos da menina desaparecida.

Alguns chegaram a cavar mais de um metro em um ponto onde havia marcas de sangue no muro. 

“Ele deve ter cavado aqui e cansado se escorou na parede, deixando a marca de sangue, por isso, estamos cavando aqui”, explicou Eliza Silva.

Outros levaram enxadas para arrancar o matagal na expectativa de encontra alguma coisa. Até um cachorro da raça pastor alemão foi utilizado por um morador para farejar a área em busca das partes do corpo. 

Contudo, nenhum deles teve sucesso.

A dona da casa localizada no terreno onde o saco com o corpo foi encontrado destacou que o movimento na área durante a noite é intenso e por isso não ouviu nada de anormal.

“Quando dá seis horas eu fecho minha porta porque vem gente fazer xixi aqui nesse terreno. Tem assaltante que rouba as coisas e joga aqui. Então, eu sempre tenho medo”, ressaltou Alvanira Nunes.

A dona de casa frisou que só percebeu a movimentação no terreno na manhã desta quarta-feira quando os vizinhos disseram que um homem havia matado uma criança no local. 

“Eu saí de casa e vi dois homens no terreno ligando pra polícia. Foi quando soube o que tinha acontecido”.


Veja as chamadas dos principais sites de Natal:

Populares encontram mais partes do corpo de Maisla (www.tribunadonorte.com.br)

Suspeito da morte de Maisla foi preso na Redinha
Caso Maisla: suspeito do crime era procurado em oito estados (www.nominuto.com)
Suspeito tem 54 anos e havia sido expulso da igreja

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